Arquivo de artes plásticas - https://conexaolaguna.com.br/tag/artes-plasticas/ “Informação viva, regional e inteligente” Mon, 10 Nov 2025 00:24:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1 https://conexaolaguna.com.br/wp-content/uploads/2025/06/cropped-conexao-laguna-1080x1080-01-32x32.png Arquivo de artes plásticas - https://conexaolaguna.com.br/tag/artes-plasticas/ 32 32 “Sal, Sua Gente, Nosso Patrimônio”: uma imersão poética na alma de Araruama https://conexaolaguna.com.br/sal-sua-gente-nosso-patrimonio-uma-imersao-poetica-na-alma-de-araruama/ https://conexaolaguna.com.br/sal-sua-gente-nosso-patrimonio-uma-imersao-poetica-na-alma-de-araruama/#respond Mon, 10 Nov 2025 12:00:00 +0000 https://conexaolaguna.com.br/?p=1118 Coluna do Dr. Brasil – Conexão Laguna Araruama voltou a respirar arte e identidade em uma das noites mais simbólicas do calendário cultural de 2025. A Casa de Cultura recebeu, no último dia 7 de novembro, a abertura da exposição “Sal, Sua Gente, Nosso Patrimônio”, assinada pelos artistas plásticos Clóvis Brasil e Ângela Bulgarelli, com […]

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Coluna do Dr. Brasil – Conexão Laguna

Araruama voltou a respirar arte e identidade em uma das noites mais simbólicas do calendário cultural de 2025. A Casa de Cultura recebeu, no último dia 7 de novembro, a abertura da exposição “Sal, Sua Gente, Nosso Patrimônio”, assinada pelos artistas plásticos Clóvis Brasil e Ângela Bulgarelli, com apoio da Lei Aldir Blanc – PNAB 2. O evento, que reuniu autoridades, acadêmicos e a comunidade local, consagrou-se como uma celebração sensível da memória e do vínculo afetivo entre o sal, o povo e o território araruamense.

A poética do sal como espelho da identidade

Mais do que uma mostra, a exposição é um convite à reflexão sobre o que nos constitui enquanto território. O sal, elemento que moldou a economia e a cultura da região, torna-se nas telas de Clóvis e Ângela uma metáfora de resistência, pureza e ancestralidade. O olhar artístico sobre o cotidiano das salinas transforma matéria-prima em poesia visual, unindo passado e presente em uma narrativa de pertencimento.

Presenças e falas que marcaram a noite

A vernissage foi prestigiada por nomes expressivos da cultura e da gestão pública: o Professor Doutor Marlon Ferreira, o Superintendente Marcelo Barbosa, o Subsecretário de Cultura Leonardo Pinto, a Secretária de Cultura Paula Santos, o Vereador Eloi Ramalho e Adriely Roberta, representando a Prefeita Daniela Soares.
Os próprios artistas compartilharam as motivações do projeto, ressaltando o desejo de “devolver à cidade uma arte que nasce dela e para ela”.

A arte que educa e democratiza

A exposição ultrapassa a contemplação estética: ela se desdobra em oficinas e palestras gratuitas, reafirmando o compromisso da cultura com a inclusão e a formação de novos públicos.

  • Oficina de Texturização em Tela, com Ângela Bulgarelli – dia 11 de novembro, às 14h, na Casa de Cultura.
  • Palestra “Araruama e Suas Raízes”, com o Prof. Marlon Ferreira – dia 18 de novembro, às 14h.
    Ambas com entrada franca e materiais fornecidos pela organização.

Um sal que preserva a memória

Mais do que um elemento químico, o sal aqui é símbolo da permanência e da essência. Ele cristaliza a lembrança das mãos que o colheram e das histórias que moldaram Araruama — agora eternizadas em tela, cor e textura.

Serviço:
Exposição “Sal, Sua Gente, Nosso Patrimônio”
Até 30 de novembro
Casa de Cultura de Araruama
Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h
Entrada gratuita

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A Luz que Quebrou a Academia https://conexaolaguna.com.br/a-luz-que-quebrou-a-academia/ https://conexaolaguna.com.br/a-luz-que-quebrou-a-academia/#respond Sun, 03 Aug 2025 20:04:05 +0000 https://conexaolaguna.com.br/?p=904 Por Dr. Brasil Muito mais que um movimento artístico, o Impressionismo foi um grito de liberdade. Surgido na França do século XIX, ele veio para desafiar o que se dizia ser “arte de verdade” — aquela que se exibia, pomposa e imaculada, nos salões parisienses da elite. Contra as molduras douradas do conservadorismo, os impressionistas […]

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Por Dr. Brasil

Muito mais que um movimento artístico, o Impressionismo foi um grito de liberdade. Surgido na França do século XIX, ele veio para desafiar o que se dizia ser “arte de verdade” — aquela que se exibia, pomposa e imaculada, nos salões parisienses da elite. Contra as molduras douradas do conservadorismo, os impressionistas ousaram pintar a vida como ela é: imperfeita, pulsante, fugaz.

Monet, Renoir, Pissarro e Sisley não queriam mais pintar de memória ou dentro de estúdios fechados. Eles foram para as ruas, para os jardins, para os cafés e campos, captar a luz como ela toca a pele, como atravessa as nuvens, como muda a cada segundo. Eles abriram mão da forma perfeita para capturar a sensação do instante. Suas pinceladas livres e cores vibrantes pareciam um escândalo — e, de fato, eram.

Mas o escândalo era necessário.

A invenção da fotografia libertou a pintura da obrigação de imitar o real. Agora a arte podia ousar, podia sentir. E foi isso que fizeram. Pintaram o que viam, sim — mas mais ainda, o que sentiam ao ver.

Como toda revolução estética, o Impressionismo não foi bem recebido. Foi chamado de esboço, de borrão, de arte de preguiçoso. Muitos desses artistas morreram pobres, enquanto suas obras, hoje, valem milhões.

Mas eles venceram.

Abriram as portas para Toulouse-Lautrec e sua boemia marginal, para Van Gogh e sua tempestade interna, para Cézanne e suas frutas geométricas, para Gauguin e suas cores do além-mar. Eles libertaram a arte, que se preparava para saltar no abismo das vanguardas do século XX.

Para quem deseja se encantar com essa história de ousadia e resistência, recomendo a minissérie da BBC, The Impressionists (2006). Mais que um retrato histórico, ela nos faz mergulhar nas emoções e dilemas desses artistas que pintaram contra o tempo, contra o sistema, contra o destino.

O Impressionismo não foi apenas uma nova forma de pintar. Foi uma nova forma de existir.
E isso, meus amigos, não se apaga.

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Entre telas, poemas e emoção: Noelcy Faustino eterniza a arte em Araruama https://conexaolaguna.com.br/entre-telas-poemas-e-emocao-noelcy-faustino-eterniza-a-arte-em-araruama/ https://conexaolaguna.com.br/entre-telas-poemas-e-emocao-noelcy-faustino-eterniza-a-arte-em-araruama/#respond Mon, 07 Jul 2025 19:47:07 +0000 https://conexaolaguna.com.br/?p=718 Coluna do Dr. Brasil Por Dr. Brasil – Colunista de Artes do Conexão Laguna Se cultura é a alma de um povo, então a alma de Araruama brilhou intensamente na noite de 4 de julho. A Casa de Cultura José Geraldo da Conceição Caú foi palco de um evento raro e necessário: a abertura da […]

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Coluna do Dr. Brasil

Por Dr. Brasil – Colunista de Artes do Conexão Laguna

Se cultura é a alma de um povo, então a alma de Araruama brilhou intensamente na noite de 4 de julho. A Casa de Cultura José Geraldo da Conceição Caú foi palco de um evento raro e necessário: a abertura da “Mostra de Artes Noelcy Faustino – 80 anos de vida e 50 anos de pintura e poesia”.

A artista e poeta Noelcy Faustino Magalhães dos Santos, um verdadeiro patrimônio vivo de nossa cidade, entregou ao público uma exposição emocionante, que vai além da técnica: é história viva transformada em cor, textura e palavra.

Com mais de cinco décadas de entrega à arte, Noelcy pinta com os olhos da alma e escreve como quem sangra beleza no papel. Suas obras são como orações visuais: nas telas, dançam o óleo, o acrílico e a aquarela; nos poemas, desabrocham memórias, raízes e vozes que só ela sabe traduzir.

A mostra é um mergulho sensível na trajetória de uma mulher que não apenas representa Araruama — ela molda sua identidade cultural. Cada quadro ali é um pedaço da cidade que somos e queremos continuar sendo: plural, sensível, pulsante.

Em destaque, sua atuação na Academia de Letras e Artes da Região dos Lagos e a recente participação no projeto “Pintura ao Vivo”, uma iniciativa da Prefeitura de Araruama que dá ainda mais visibilidade aos artistas locais.

A noite de vernissage foi concorrida, afetuosa e vibrante — como deveria ser. Estavam lá artistas, professores, amigos, admiradores e, principalmente, a emoção em estado bruto. A exposição, aberta ao público até o dia 25 de julho, é um presente que não se embrulha — se vive.

📍 Visitação gratuita:
🕘 Segunda a sexta, das 9h às 17h
🏛 Casa de Cultura José Geraldo da Conceição Caú
📍 Rua Comendador Queirós, 148 – Centro (ao lado da Paróquia São Sebastião)

VEREDITO DO DR. BRASIL:

Nosso bonequinho laguna ficou de pé, aplaudindo com entusiasmo! 👏
Porque quando o artista é verdadeiro, o público se levanta.
E diante da grandeza de Noelcy Faustino, não há outro gesto possível.

Conexão Laguna
🖋 Cultura é o que nos conecta.

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